Um vídeo mostra o
momento em que Marlon Henrique de Paula Oliveira caiu de um touro durante
rodeio clandestino na zona rural de Campo Belo (MG), neste domingo (13). O
jovem de 20 anos montou duas vezes no dia. O vídeo mostra quando Marlon caiu a
primeira vez assim que o touro, chamado "Fantasma", sai do brete. O
rapaz tentou mais uma vez em outro animal e também caiu pouco tempo depois. Ele
morreu logo após dar entrada no hospital da cidade.
Por causa
da poeira, não é possível ver nas imagens onde o rapaz foi atingido pelo
animal, mas é possível ver que ele ainda consegue se levantar após a queda.
Segundo o proprietário do sítio, Juliano Andrei do Vale, Marlon foi levado com
vida para o hospital. "Chegaram a entubar ele lá, mas ele não respondeu
mais não", disse.
No sítio
existem 12 bois que são preparados para provas de montarias. De acordo com
Vale, os encontros são feitos principalmente para peões profissionais.
"Pra eles é bom porque enquanto não está tendo [festa de] exposição, eles
estão treinando", explica. O dono do sítio diz ainda que não insiste para
que nenhum peão participe da montaria. "É de livre e espontânea vontade. O
boi está ali, se a pessoa achar que é capaz, vai montar."
A prima de Marlon, Andreia dos Reis Urbano, já participou dos eventos e
conta que a entrada era gratuita e não havia profissionais para atuar em casos
de acidentes. "Quem chegar lá, monta, não tem esse negócio de inscrição
nem ambulância", afirmou.
De acordo com o Corpo
de Bombeiros, o sítio onde as montarias eram feitas não tinha Alvará de
Funcionamento para a realização dos rodeios. A Polícia Civil abriu inquérito
para investigar o caso.
De acordo com o
delegado Alessandro Mior Gambogi, o proprietário do sítio pode responder pelos
crimes de maus-tratos com animais, por omissão de socorro (por não ter
ambulância ou equipe de primeiros socorros no local) e homicídio culposo.
Sonho de ser peão
Segundo Márcio dos Reis Oliveira, pai do rapaz, Marlon trabalhava como ajudante de eletricista, mas queria ser peão de rodeio. "Todo domingo que ele ia [para a montaria] eu pedia para ele largar disso", disse.
Segundo Márcio dos Reis Oliveira, pai do rapaz, Marlon trabalhava como ajudante de eletricista, mas queria ser peão de rodeio. "Todo domingo que ele ia [para a montaria] eu pedia para ele largar disso", disse.
Marlon
tinha o costume de participar de montarias pelo menos uma vez por mês no sítio
de Campo Belo. "É uma dor muito grande, a gente não esperava que isso ia
acontecer”, continuou o pai. “É um esporte perigoso, a gente estava sempre
avisando. Parece que a gente via o perigo, mas eles não viam".
Fonte: G1


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