O comando da locução da clássica frase “Segura
Peão” será feito de uma forma “deferente” no Rodeio
de Jaguariúna (SP). O jargão
usado pelo locutor Rafael Vilella, 38 anos, estará nas arenas a partir das 19h
desta quinta-feira (16) para animar o público e incentivar a coragem dos
competidores das provas com touros no complexo Red Park. O Jaguariúna Brahma
Country Festival é direcionado para o público apaixonado pelo universo country
e segue até sábado (18) com apresentações de shows e campeonatos. O preço
da entrada varia de R$ 15
a R$ 400.
Uma das montarias mais esperadas por Vilella é a
primeira parada do touro "Agressivo", que é considerado o mais bravo
e temido do país por derrubar os peões antes dos oito segundos. “Não sei se
isso vai acontecer, já que ele segue invicto há quatro anos”, faz a ressalva.
Nos bastidores, Vilella gosta de dizer que é parceiro dos animais e mantém uma
relação de amizade com os peões. “É uma emoção a cada montaria”, comenta.
Rafael Vilella (à direita) irá abrir as provas demontaria em touros (Foto: André Silva/ Divulgação)
As piadas com “besteiras” e os versos prontos estão
fora do repertório. Em contrapartida, a proposta é de uma narração informativa
com o currículo de cada peão, o estilo da montaria e a potência de cada touro.
Para entrar na arena, faz uma oração e arranca com o cavalo para chamar a
atenção do público para o início do espetáculo que traz queima de fogos de
artifício e apresentação de pirotecnia.
Para entusiasmar, Villela traz músicas de sucesso sertanejo, mas dependendo do público o ritmo pode ser uma mistura de funk e até axé. "As músicas na arena não são restritas e tudo depende da vibração do público. Selecionamos desde Ivete Sangalo até os pancadões de funk. O Brasil é muito diversificado e trabalho com o improviso e também em sincronia com o DJ", afirma.
Para entusiasmar, Villela traz músicas de sucesso sertanejo, mas dependendo do público o ritmo pode ser uma mistura de funk e até axé. "As músicas na arena não são restritas e tudo depende da vibração do público. Selecionamos desde Ivete Sangalo até os pancadões de funk. O Brasil é muito diversificado e trabalho com o improviso e também em sincronia com o DJ", afirma.
Depois de anos de profissão, os companheiros adaptaram
até danças para acompanhar as narrações. “As pessoas que já acompanham o rodeio
sabe que para cada música tem uma história”, afirma.

Apresentação dos peões na arena (Foto: André Silva/ Divulgação Comunic
Comunicação Corporativa)
O locutor
'deferente'
A gíria "deferente" usada nas festas country surgiu de uma brincadeira durante conversa com outro locutor. “Ele contou um causo que um cara foi vender um boi e o comprador disse que era muito caro. O dono do animal justificou e disse que o era ‘deferente’”, explicou. Depois de muitas risadas, adotei a palavra para “vender boas ideias” e também para mostrar a relação de respeito que tenho pelo público, peões e animais.
A gíria "deferente" usada nas festas country surgiu de uma brincadeira durante conversa com outro locutor. “Ele contou um causo que um cara foi vender um boi e o comprador disse que era muito caro. O dono do animal justificou e disse que o era ‘deferente’”, explicou. Depois de muitas risadas, adotei a palavra para “vender boas ideias” e também para mostrar a relação de respeito que tenho pelo público, peões e animais.
Primeiros
passos
Vilella afirma que gostaria de montar, mas pela falta de habilidade e também restrição dos pais preferiu se dedicar a narração de rodeios. "Minha primeira locução remunerada foi de uma prova de laço em 1994. Foi minha falta de capacidade de ser um competidor que me tornou um locutor", disse.
No início quando o locutor estava nas primeiras montarias passava por desafios para animar o público. “Quando eu não tinha jogo de cintura pedia para as pessoas levantarem as mãos e nada. Depois fui me profissionalizando, fiz cursos nos EUA e cada vez tento interagir ainda mais com a arquibancada”, explica.
Para acompanhar a saga de rodeios pelo país, Vilella passa a maior parte do tempo fora de casa, mas não deixa de mostrar para os dois filhos, de sete e um ano, e para as outras crianças que acompanham as festas a importancia do esporte. "Quero deixar eles livres para escolher, mas também tenho receio dos riscos que eles podem enfrentar", completa.
Vilella afirma que gostaria de montar, mas pela falta de habilidade e também restrição dos pais preferiu se dedicar a narração de rodeios. "Minha primeira locução remunerada foi de uma prova de laço em 1994. Foi minha falta de capacidade de ser um competidor que me tornou um locutor", disse.
No início quando o locutor estava nas primeiras montarias passava por desafios para animar o público. “Quando eu não tinha jogo de cintura pedia para as pessoas levantarem as mãos e nada. Depois fui me profissionalizando, fiz cursos nos EUA e cada vez tento interagir ainda mais com a arquibancada”, explica.
Para acompanhar a saga de rodeios pelo país, Vilella passa a maior parte do tempo fora de casa, mas não deixa de mostrar para os dois filhos, de sete e um ano, e para as outras crianças que acompanham as festas a importancia do esporte. "Quero deixar eles livres para escolher, mas também tenho receio dos riscos que eles podem enfrentar", completa.
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Locutor com os filhos de sete e um ano durante passeio com os cavalos
(Foto: Rafael Vilella/Arquivo pessoal)
FONTE:G1


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